“Somos o que fazemos repetidamente. Por isso, o mérito não está na ação e sim no hábito." ( Aristóteles )


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

TECIDO EM MÓVEIS

Não é difícil cobrir móveis ou parede com tecido. Forrei um armário e no  post Reciclar - Criativo e Ecologico (clicar aqui) mostrei como transformei um guarda roupa velho num guarda louça novo. 

No post Meu lugar de sonhar dormindo ( Clicar) mostrei o pathwork que fiz pra servir de cabeceira de cama, colando lindos tecidos na parede. 
Agora posto outras idéias, retiradas da internet, com mais detalhes dos materiais usados para poder fazer essa arte. 
Tudo para inspirar você.

Material:
Cola Branca Cascorez
Pincel
Rolinho
Tecido
Espátula

Melhor fazer num dia não muito úmido, pois demora mais a secar.
Em um recipiente, coloque cola com um 1\3  de água
Passe em toda a superfície com um rolinho e use pincel nos cantos
Coloque com cuidado o tecido
Por cima do tecido passe novamente a cola diluída
Passe a espátula ou os dedos para esticar bem e não ficar bolhas












Buffet








Algumas fotos estavam arquivadas no meu computador sem a origem, outras são do Blog O Móvel.


Deixe seu comentário. Gosto de saber sua opinião! Volte sempre!



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O GENIUS LOCI DE UM LUGAR

Nesse feriadão, eu, marido e minha sogra, fomos almoçar num lugar de natureza maravilhosa.
A estrada, ladeada de verde, árvores, flores e vacas tem uma atmosfera interessante que acalma os sentidos.
Situado na encosta da serra Geral, próximo à reserva biológica do Aguaí, em meio à mata atlântica, chegamos ao nosso destino, o Ghellere Restaurante e Pousada ,( Estrada geral, São Pedro, Siderópolis - SC -Acesso por Nova Veneza (asfalto). Lá encontrei um conhecido e, diante do meu comentário de como era bom passear e almoçar pela região de Siderópolis e Nova Veneza, ele falou que sente uma energia inexplicável e muito especial  naquela região.
Depois do almoço, fomos até a Barragem do Rio São Bento e lá outra pessoa falou algo semelhante sobre o lugar. Voltei de lá pensando: Essa sensação que sentimos é o " Genius loci: o espírito do lugar ".
Gosto de passeios e viagens, onde possa sentir o lugar e, por intuição, antes de conhecer o nome dado a isso, já conhecia a sensação disso.
Vou mostrar algumas fotos que tirei  do passeio e, lá embaixo, há um  texto lindo sobre o significado do  Genius loci. 


Segundo a wikipedia, a expressão Genius loci diz respeito ao conjunto de características sócio-culturais, arquitetônicas, de linguagem, de hábitos, que caracterizam um lugar, um ambiente, uma cidade.
Indica o "caráter" do lugar.
Através da  fotografia, dá pra ver a beleza na simplicidade de um lugar mas, para captar a energia, só estando lá.


Passando por Nova Veneza



Barragem do Rio São Bento. O nível da água estava baixo, pela falta de chuva.


Voltando pra casa

Chegando à Criciúma

 O texto abaixo, é de  Elisa Corrêa, jornalista e colaboradora da revista Vida Simples e é bonito como ela explica  o "Genius loci " incentivando a deixar que a essência do território entre em você.
 O texto está na íntegra; Boa leitura:

Genius loci - O espírito do lugar

Pode ser que se perceba ao dobrar a esquina e avistar ao longe uma cortina escapando da janela, ou então ao ouvir o tocar de um sino que preenche a rua vazia. Pode ser que se perceba ao caminhar por uma calçada estreita feita de pedras irregulares, ao escutar a mistura de conversas entre as barracas de uma feira, ao ser hipnotizado pelos perfumes que saem da porta entreaberta de uma cozinha alheia.

Momentos em que se reconhece a presença forte da memória coletiva, a soma dos anos que passaram e das histórias que ficaram, o acúmulo de saberes e experiências. Algo que não tem forma nem pode ser capturado por uma fotografia: a alma, o talento, a vocação de cada território. O genius loci, essa expressão latina que quer dizer "o espírito do lugar".

O conceito de território está na base da filosofia do Slow Food: a valorização das culturas locais é uma resposta à homologação causada pelo "modelo fast food". E se os alimentos são vistos como um produto do território, como o resultado da tradição, da cultura e da identidade local, está na hora de prestar mais atenção no genius loci. Não só no espírito do lugar onde moramos ou visitamos, mas também no "espírito" daquilo que comemos.

E, para isso, é preciso olhar além do prato, além do copo. A qualidade de um queijo ou de um vinho não depende apenas do leite ou da uva. Depende do solo, do clima e também das pessoas, da manualidade, da personalidade do lugar. Coisas que determinam que o vinho que está dentro da taça seja "aquele" vinho ou que o queijo de certo lugar não seja igual a nenhum outro. Eles têm proveniência, eles carregam consigo a essência do território.

Os produtos que têm genius loci como ingrediente são fundamentais na luta contra a comida padronizada. Enquanto as indústrias "despejam" alimentos homogêneos e baratos, as mãos de pequenos produtores oferecem produtos únicos, diferentes, artesanais, que não podem ser repetidos nem multiplicados ao infinito porque feitos de gestos precisos, de saberes antigos e tradições locais, de truques secretos passados ao pé do ouvido.

Produtos que podem até ser feitos em outro lugar, mas jamais terão a mesma aura, a alma que só o território pode dar. Comer barreado num restaurante de Brasília pode ser bom, mas não é a mesma coisa que comer em Morretes, no Paraná. Dá para comprar uma tapioca em Porto Alegre, mas não dá para comparar com a tapioca alagoana comprada na beira da praia da Pajuçara, em Maceió. Porque a água não é a mesma, nem a umidade é igual. Porque os dias não têm o mesmo ritmo, as partículas do ar não estão impregnadas das mesmas histórias, porque não se respira a mesma cultura popular.

Escolher "produtos da terra" é um jeito de experimentar a energia do território e de recuperar os saberes tradicionais e as culturas locais. Dar preferência a esses produtos é um modo de defender a permanência do genius loci em um mundo feito, cada vez mais, de não-lugares que não criam "nem identidade singular, nem relação, mas solidão e semelhança", como disse o antropólogo francês Marc Augè. Não-lugares como os restaurantes fast food, os hipermercados, as lojas de departamentos.

Descobrir os sabores do território também ajuda a redescobrir os sentidos, que andam atrofiados pela pobreza das nossas experiências olfativas e gustativas. Não reconhecemos mais os aromas da cozinha regional nem os gostos do passado, a textura dos alimentos, o verdadeiro sabor das frutas e legumes, a sutileza dos temperos.

É por isso que vou usar esta coluna, Genius loci, para trazer textos que se ocupem não só de produtos e receitas locais, mas também daquilo que está "além do prato". Histórias de pessoas e cidades, de antigos artesãos e pequenos produtores, jeitos de fazer e de comer. Convido você a fazer o mesmo: ir atrás do espírito do lugar, não importa se nas viagens que faz ou na cidade onde mora. Andar a passos mais lentos, visitar as feiras de rua e o mercado central, prestar atenção nos perfumes que escapam das janelas. Conversar com quem está sentado na calçada ou atrás de um balcão, perguntar de onde veio a receita do prato típico e fazer compras no velho armazém da esquina. Deixar que a essência do território entre em você. E permaneça.

Elisa Corrêa é jornalista e colaboradora da revista Vida Simples. Mestre em Comunicação pela Universidade de Florença, estuda a aplicação da "filosofia slow" ao jornalismo. correa.elisa@gmail.com
Daqui

Melhor do que saber o significado do Genius loci, é "o sentir ", porque é ele que nutre nossa alma, quando conhecemos belos lugares. O que você acha sobre isso?

sábado, 13 de outubro de 2012

NOSSA CRIANÇA INTERIOR

 Ilustradora sueca Ingela P Arrhenius

Todos desejamos poder crescer e vencer  os obstáculos que a vida adulta impõe. Planejamos nos desenvolver como pessoa, como profissionais, como pais, como amigo...Queremos tudo isso conservando um mínimo de leveza, de maneira que as responsabilidades incluídas nesse crescimento não enterre  nossa criança interior, aquela criança munida de muita curiosidade, espontaneidade e capaz de ser feliz com coisas muito simples, mesmo com o passar dos anos.

Gosto de ler a opinião  sobre  assuntos do desenvolvimento humano do  escritor, professor e conferencista, Eugenio Mussak, que é especialista nas áreas de liderança, desenvolvimento humano e profissional.
Ele escreve ótimos textos na revista Vida Simples e Você S\A.
Confira seu texto abaixo:
Ser criança é continuar brincando

Alguns mitos precisam ser derrubados. Um deles é que a infância termina quando ficamos grandes. Quem pensa assim considera que infância é apenas uma fase da vida, um ciclo biológico durante o qual o corpo cresce rápido e importantes mudanças fisiológicas acontecem. Mas há quem ache que infância é mais do isso, que é um estado de espírito, cheio de qualidades valiosas, e, ao pensar dessa forma, aceitam que ela não termina com o tempo; ao contrário, persiste por toda a vida, convivendo com a fase adulta. Estou neste grupo. 

Há pelo menos três qualidades na criança, necessárias para permitir sua interação com mundo em que acabou de chegar: a curiosidade, a imaginação e a transgressão criativa. A primeira serve para que ela acelere o processo de percepção e entendimento do mundo; a segunda para que ela crie, em sua cabecinha, o mundo que ela deseja, sem as mazelas que ele vai percebendo que existem; e a terceira para que ela ouse modificá-lo para dar lugar a esse mundo ideal. 

O problema é que nós teimamos em acabar com essas qualidades quando crescemos, porque alguém – provavelmente um adulto chato –, disse que elas não combinam com ser sério e responsável. Ora, o que seria dos inventores, dos artistas, dos poetas, dos cientistas e dos grandes promotores de mudanças se eles não tivessem conservado em si a curiosidade, a imaginação e a transgressão? 
Aliás, foi Einstein quem disse que a imaginação é mais importante que o conhecimento. E depois foi tirar aquela foto de língua para fora, brincando com o fotógrafo, e com o mundo.

"E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos?
Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar? "
 ( José Saramago )

Uma historinha linda, que transmite coisas simples.
Lindo vídeo de 2007, A Maior Flor do Mundo, de José Saramago( morreu em 2010 com 87 anos ) narrado pelo próprio autor:

Abaixo, vídeo Del programa Canta monitos de TVN producido por Vivienne Barry


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Filme UM DIVÃ PARA DOIS

Música do Filme - Al Green - Let's Stay Together (traduzida) -Vamos ficar juntos 

Essa semana, eu e o marido fomos ver o último filme estrelado pela excelente Meryl Streep e o ator Tommy Lee Jones, na pele do casal Kay e Arnold, que vivem uma crise de rotina no casamento, depois de terem os filhos crescidos.  

Em Um Divã para Dois, o casal, com 30 anos de casamento, perde a conexão entre si e o distanciamento entre os dois chega  ao ponto de perderem a total intimidade. 


O desejo e a iniciativa de resgatar o que foi perdido parte da esposa Kay, que investe  suas economias na compra de uma semana de terapia para os dois, numa cidadezinha a 300 quilômetros, porque ela vê a possibilidade de o  terapeuta, Dr. Feld (Steve Carell) ajudá-los a reacender a paixão em seu casamento.



Meryl Streep e Tommy Lee Jones protagonizam "Um divã para dois"
                                                              Trailer Oficial Legendado - Só clicar

Não é com facilidade que Arnold, o marido teimoso e resmungão, cede à pressão da mulher para fazerem a terapia de casal. Ele é metódico e faz tudo sempre igual (do horário, cardápio e leitura do jornal no café da manhã à escolha do programa no canal de esportes, seguido de uma soneca, após o jantar). 

O drama romântico tem momentos engraçados, com os resmungos do marido contrariado, e leva à reflexão de como não basta que ainda haja amor um pelo outro para que o casamento continue sendo feliz. O distanciamento entre o casal se instalou de várias formas sem que fosse percebido e precisou da iniciativa, da vontade de ser feliz e do desejo de querer resgatar o brilho nos olhos para reverter a situação. 

Há cenas, ao mesmo tempo tristes e engraçadas, em que, a fim de restabelecer a intimidade, encontram dificuldade enorme no contato físico, ao executar os “exercícios sexuais” passados pelo terapeuta, que percebendo que ainda existe amor entre os dois, incentiva-os a não desistirem um do outro. 
O enredo é contado de forma simples e talvez, por isso mesmo, pela semelhança com pessoas comuns, seja  tão bom e vale a pena ver.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

FLORES NA JANELA ll

Flores têm o poder de tornar tudo mais bonito, com cara de carinho e capricho, seja quando estão num jardim,  nos vasos ou nas floreiras das janelas. 
Já havia feito um post de Flores na janela ( veja clicando aqui ) com fotos adoráveis e não resisto a juntar mais lindas fotos pra mais um post desse assunto tão lindo e cheiroso. Confira as lindezas...










Inspirationsdeco daqui

Esta janela não tem flores, mas o formato em coração é muito legal!!! 
É de uma casa em Miramar, Vila Nova de Gaia -  Portugal e tem uma janela com um coração de vidro.


Seu comentário muito me agrada...Abraço carinhoso e obrigada pela visita!!!

domingo, 7 de outubro de 2012

COMO RECUPERAR VERDURAS

Meu marido tem um grupo de homens que se encontram num dia da semana há mais de oito anos onde, a cada encontro, dois são responsáveis pelo preparo da comida, enquanto o restante joga bocha. 
Na última vez que o cardápio coube ao marido, ele me pediu pra comprar as verduras. Escolhi rúculas frescas e coloquei numa bacia grande com água em temperatura ambiente pra que ficassem bem hidratadas, mas o efeito foi contrário e murcharam muito. Foram compradas novas verduras para levar. 
Como  a quantidade de rúculas murchas era grande, fui em busca de salvamento... e não é que achei uma super dica???  Achei demais e compartilho a dica maravilhosa com vocês. 

Esqueci de tirar uma foto do antes pra comprovar o quanto minhas rúculas estavam desanimadas...
mas o durante está aqui e o depois também...

A dica é colocar água  numa bacia, colocar muitas pedras de gelo, mergulhar as verduras até cobrir e deixar ali por um tempinho. Coloquei a experiência em prática e, como mágica, as rúculas ressuscitaram mais verdes do que antes. Tirei bem a água das folhas, coloquei numa vasilha fechada e nada da verdura foi fora.


Olhe como voltaram à vida...e mais verdes do que antes...

Aqui vai o vídeo onde descobri a ótima saída...

Daí, achei essa dica de como não deixar legumes cozidos escurecerem e repasso também..

E já que estamos em clima de experiências, aqui vai também uma pra você que nunca conseguiu separar a gema da clara. 
A hora de aprender é agora! Se você vai fazer, não se sabe, mas que é curioso, é...rs


Ficarei muito contente se você deixar seu comentário sobre o post.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CASA COM ALMA DO DONO

Olhem que bom exemplo da energia e personalidade dos proprietários impregnados nesta casa que encontrei na Casa e Jardim francesa.
Depois de abandonada por quase 50 anos, esta casa no Pays de la Loire, na França, ganhou muita vida graças ao talento para decorar dos habitantes atuais. Em um ambiente colorido e quente estão espalhadas móveis e objetos pintados: são armários, caixa, mesa e cadeira e coleção de jarros de leite na cozinha. Todos foram pintados pelos proprietários.
Olhe bem os detalhes: seja pra copiar, seja para apenas sonhar...

As pinturas nos móveis estão lindas

Olhando de fora, não dá pra imaginar a beleza de dentro.

O colorido impera

Muita graciosidade espalhada

Empenho dos proprietários nas pinturas dos móveis

Tudo escolhido com critério romântico

Mais pintura


Muito aconchegante






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